
DESGASTE DO ESPELHO
O espelho
esférico de 250 mm de diâmetro e 25mm de espessura de Pyrex é construído da
maneira tradicional partindo-se do abrasivo no 60 com uma ferramenta
de pelo menos 20 mm de espessura
. Na medida em que aprofunda-se a curvatura , é necessário calçar-se a
ferramenta por baixo com discos de plexiglas ou madeira de modo a elevá-la do
plano da mesa de trabalho.
A curvatura é
medida com esferômetro , no caso foi utilizado raio de 50mm em três pontas a
120o e um relógio comparador de 0.01mm de precisão.
No caso deste espelho em particular , o valor da flecha central é de 1.48mm
para raio de curvatura de 840mm.
Segue-se o desgaste com abrasivos 180 , 320 , 500 ,1000,
1500 e 2000 de forma convencional.


POLIMENTO DO ESPELHO
O polimento do espelho é feito com
pastilhas de breu aplicadas a quente sobre o vidro ferramenta e prensadas
contra o espelho . As pastilhas são fundidas em molde de silcone e tem
dimensões de 2x2 cm.

TESTE DE
FOULCAULT
O Aparelho
de Teste de Foucault pare teste de espelhos muito luminosos deve possuir
pequena distância entre a fonte de luz e a faca , sendo necessário empregar-se
um pequeno prisma para desvio do feixe a 90o .
O
espelho polido e perfeitamente esférico recebeu uma camada de alumínio
evaporado em alto vácuo.
FACE PLANA DO CORRETOR
O corretor de Schmidt possui uma face
plana e outra asférica. Ambas as faces da chapa de vidro devem ser trabalhadas
para eliminação de irregularidades que causariam astigmatismo. Nas
fotografias anexas , pode-se observar a irregularidade apresentada nas regiões
desgastadas com abrasivo 500 .
O disco de vidro é desgastado alternadamente contra outros dois discos conforme método de construção de superfícies
planas já bem conhecido. Denomina-se a face a ser desgastada de face A e as
outras duas B e C respectivamente.
Trabalha-se alternadamente as faces A sobre B , B sobre A,
A sobre C , C sobre A , B sobre C e finalmente C sobre B por 5 minutos ,
repetindo-se o ciclo .
O trabalho de
desgaste pode ser interrompido ao observar-se a uniformidade do desgaste após
algumas horas de trabalho.
Uma vez atingida a uniformidade da superfície em desgaste
, parte-se para os abrasivos mais finos e para o polimento que pode ser feito
com uma ferramenta de diâmetro menor.
Devido a pequena espessura da lâmina , é necessário
prover um suporte macio para a mesma durante os trabalhos de desgaste e
polimento a fim de evitar astigmatismo. Este suporte pode ser feito com algumas
folhas circulares de jornal molhado colocadas sob o disco corretor entre este e
a bancada de trabalho.
Os grampos de fixação devem apenas tocar levemente o
corretor e não devem exercer qualquer pressão sob risco de gerar deformação.
Os giros das ferramentas , do corretor e em torno da bancada de polimento devem
ser efetuados para melhorar a uniformidade do trabalho .
Os testes interferenciais com bloco plano padrão
revelaram raio de curvatura de varias centenas de metros , o que é distante
do plano óptico, mas suficiente para construção do corretor.
FERRAMENTA
CONVEXA
Conforme visto
na seção teoria , a face asférica do corretor de
Schmidt é obtida desgastando-se com uma ferramenta esférica convexa o corretor
deformado pela pressão reduzida da panela de vácuo.
A ferramenta convexa é produzida desgastando-se dois discos de vidro de espessura de 10mm até obter-se o raio de curvatura desejado.
Para o corretor em questão , o raio de curvatura é de 14,8 m o que dá uma
flecha de 0.34 mm para um esferômetro de 100mm de raio. A espessura dos vidros
para ferramenta é de 10 mm.
Uma vez obtida a ferramenta , coloca-se o corretor com a face plana
recém polida voltada para baixo com uma camada de graxa de silicone nas bordas
da panela de vácuo e mede-se a flecha com o esferômetro zerado.
Veja seção teoria .
Um desgaste preliminar da face a ser trabalhada pela
ferramenta esférica é recomendável a fim de eliminar as variações de
espessura no momento da deformação do vidro. Este desgaste pode ser feito com
os mesmos discos de vidro utilizados anteriormente para desgaste da face plana.